Saúde: Qual o papel da Tecnologia na experiência humana?
A Experiência Humana em Saúde é uma evolução do conceito de Experiência do Paciente, representando uma abordagem essencial para a transformação do setor. É sobre ela que iremos falar agora, então, boa leitura!!
O que faz a Experiência Humana em Saúde?
O conceito reconhece que o sucesso depende da atenção a três pilares: o tratamento dos pacientes, o bem-estar dos profissionais de saúde e a relação da organização com a comunidade. Em essência, é a soma de todas as interações humanas dentro do ecossistema da saúde.
Como forma de transformar a experiência humana na área da saúde, o The Beryl Institute* lançou em julho/2025 o relatório “O Estado da Experiência Humana 2025: Prosperando diante da Mudança“, que tem ciclo bienal, está na oitava edição e visa compreender a situação global da indústria de experiência em saúde, coletando dados de membros da comunidade mundial.
Com estes dados, coletados em 13 países diferentes, o relatório de 2025 oferece subsídios importantes para reflexão:
- 79% das organizações estão com uma área formal de experiência do paciente, tem na experiência do paciente a sua principal prioridade (61%) e o apoio forte e visível da alta liderança (46%);
- Novas Tecnologias assumiram a sexta prioridade (18%), mas tiveram um crescimento exponencial (9% em 2023);
- A experiência na força de trabalho continua sendo vista como “extremamente importante” para a estratégia de experiência por 87% dos entrevistados, mas menos de 50% dizem que ela faz parte de sua estratégia;
- IA e análise de dados saltam significativamente para o primeiro lugar (38%) em investimentos previstos relacionados a esforços de experiência, tendo um crescimento exponencial (14% em 2023);
- As pesquisas continuam sendo a principal ferramenta para medir a melhoria da experiência (77%).
E o que isso tudo quer dizer?
- A Experiência do Paciente transcendeu a esfera da humanização para se consolidar como um dos pilares inegociáveis e essenciais na estratégia e sobrevivência das organizações de saúde atuais.
- Tendo superado o período de evangelização e estabelecido a devida arquitetura de processos e estruturas, a área da Experiência Humana em Saúde representa uma nova fase, onde a incorporação de tecnologias e soluções de referência é crucial para o suporte de suas iniciativas.
- Existe um consenso nas organizações de saúde de que a excelência na Experiência Humana em Saúde depende diretamente da Experiência do Colaborador, mas a dificuldade reside em transformar essa convicção teórica em uma prioridade operacional tangível.
- A Inteligência Artificial (IA) e a Análise de Dados são ferramentas poderosas que devem atuar a serviço da Experiência do Paciente, e não serem vistas como a “bala de prata” capaz de resolver isoladamente todos os desafios do setor.
- Mais do que a mera coleta de dados, é imperativo que as pesquisas estejam incorporadas a processos de melhoria contínua, utilizando ferramentas que cruzem os dados da jornada para gerar insights acionáveis.
Concluindo:
A contribuição do Beryl Institute é vital para fornecer uma visão abrangente sobre a evolução da Experiência Humana. Contudo, as empresas devem ir além, incorporando essa análise em suas operações diárias e direcionando os dados para seus centros de comando.
Assim, será possível monitorar a experiência humana do ecossistema de saúde com a agilidade e conseguir gerar ações de melhoria que reflitam numa melhor experiência humana.

